segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Sono Tornato!!!

Olá amigos queridos, muita saudade!

Cansada demais, dor nas pernas e fuso horário, mas feliz!
Quero agradecer os recadinhos carinhosos e dizer que aos poucos vou retomando as visitas.
Quando baixar as fotos vou publicar postagens contando para voces como foi minha viagem à Italia, país encantador, caloroso, apaixonante.

Tenho tanto para contar, vi maravilhas que nunca vou esquecer, senti emoções que já previa...
Foi tudo mágico e perfeito. Volto logo, beijos.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Eu vou...







Nunca gostei muito da primavera, e explico!
Sou alérgica a pólen, e nessa época de floradas e ventos tempestuosos,  não consigo ser muito feliz.
Acho maravilhoso andar pelas ruas aqui da cidade onde moro, nessa semana os ipês amarelos estão escandalosamente floridos.
Andamos por aqui pisando em flores, e isso é um presente da natureza, sempre tão generosa conosco.
Minhas florzinhas que ficam na lavanderia proporcionam uma festa para os olhos, tão lindas e cheirosas.




A primavera, considerada então a estação mais linda do ano, para mim é incômoda, apesar de toda essa explosão de cores e perfumes, e chuvas... e noites quentes e agradáveis.

As lembranças de outubro para mim são pesadas, escuras e úmidas.
Mesmo que meus olhos tentem olhar as trepadeiras floridas e tão somente agradecer aos céus por tanta beleza, meu coração é triste nesse mês de outubro.

Como vou fazer uma viagem nesse dia primeiro, acredito piamente que é um presente maravilhoso que a vida está me proporcionando, e vou desfrutar.
Nesse mês chuvoso e colorido, minha filha e minha neta nasceram, e serão sempre celebradas nessas datas tão lindas.
Mas foi nesse mês que sofri a maior de todas as minhas agonias, a pior experiência, a maior dor...
Não vou voltar a falar nesse assunto por um ano, apesar de não esquece-lo um dia sequer.
Fazem sete anos que perdi a pessoa que me amou incondicionalmente, que viveu para mim, e deixou um espaço em branco, uma frase sem terminar, uma interrogação sem resposta.

Estou às voltas com arrumação de mala, ultimas comprinhas, coisas para deixar arrumadas.
Vou fazer a viagem de minha vida, vou à Itália, com meu irmão e cunhada.
Coincidentemente (ou não?)  será em outubro, e como sei que ele adoraria ir também, penso que isso foi tramado e costurado,  talvez por alguém muito arteiro...
Tudo isso para mim é muito emocionante, intenso, e estranhamente delicioso.

Que os céus me protejam e permitam que eu grave em minhas retinas, para nunca mais esquecer, esses dias diferentes e incríveis que me esperam. Isso só pode ser uma benção.

Vamos?

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Samambaia, eu fui lá!




Sem mais nem menos eu decidi que iria até Samambaia.
Era um domingo pela manhã, bonito, sem compromisso algum.
Vamos lá...estrada boa, não muito longe daqui.
Não avisei a familia (independente demais!) pois voltaria logo.
Ao chegar à cidade de Elias Fausto, proxima a Capivari, fiz algumas perguntas e rapidinho estava entrando em Samambaia.

Pensei que estivesse só.
Mas não! carreguei ao meu lado o fantasma de meu pai,  sentado no banco do carona, e mais alguns no assento de trás.
A certa altura papai disse: -se voce virar aqui chegaremos ao "sitio de titia".
Era assim que  se referia ao sitio onde morou a vida inteira uma tia querida que ele visitava com frequência.
Eu olhava as estradas de terra vermelha entre os canaviais e ouvia meu pai dizendo - foi alí que conheci Alzira, e olhe... por alí  vovó andou a vida inteira levando o café pra gente na roça...
Tá vendo aquele lago? ali eu pescava aos domingos, junto de seu tio Zéca, lembra dele?
Pára o carro disse papai:-  Veja o armazém! era aqui que sua avó me mandava buscar mantimentos para a casa.
E minha mãe, no banco de trás dizia sorrindo:-  "Tide, olha o salão ao lago do armazém onde a gente dançava nos bailes de sábado!".
E o fantasma "doidinho" de minha avó Albina dizia com hálito de cigarro:
- Seu avô adorava tomar uma cachaça com os amigos nas tardes de sábado, bem aqui, na frente da venda.

Meus fantasmas gostaram mais do passeio do que eu, que senti vontade de chorar em cada esquina, em cada curva.

Papai não conseguiu encontrar a casinha onde morava. Suspeito que tenham demolido para plantar mais e mais cana.
Eles quiseram descer do carro por lá...penso que ainda moram lá.
No fim da estrada de pedra, quando começa a terra vermelha e o imenso canavial, sem fim,  olho pelo retrovisor e acredito que ainda os vi, acenando, no meio do poeirão.
Voltei só, como fui, e trouxe comigo as imagens que gravei no coração, de Samambaia, a terra de meus pais.


(a foto lá em cima é do Google. As fotos do celular ficaram feias e (imperdoável!) não levei máquina.
Volto um dia desses para fotografar).


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Onde?



Ao sair ontem da casa de minha irmã,  sabia que precisaria rodar muito, uns 120 km, para chegar aqui em casa.
Pois bem, pensou a gostosona, porque não fazer aquele caminho que passa por São Roque e me faz economizar uns kilometros? Claro que não tinha muita certeza sobre o anel de acesso correto, mas poderia perguntar, afinal, sempre me vangloriei de nunca ter me perdido, sabia exatamente onde estava, sempre!
Vamos lá... era uma linda tarde de inicio de primavera, meio fria alí naquela região sempre fresca e agradável.
Chego a São Roque e já me deparo com obras na praça que deveria contornar para acessar a rodovia que me levaria para casa.
Paro o carro ao lado de um guarda de transito que conversava com mais dois ou tres homens e pergunto:
- E agora? como faço para pegar à rodovia Castelo Branco? (claro que não disse qual o sentido, interior ou capital).
e ele:
- Entre alí, à sua direita, e siga o fluxo.
Nem queiram imaginar onde fui parar!
A principio estranhei a paisagem (lembrem-se que sou perfeita, nunca me perco) muito diferente da qual estava acostumada. Depois a coisa ficou pior.
Eu estava na periferia de Amador Bueno, depois na periferia de Itapevi, depois na periferia de Jandira...
Na ultima vez que me informei eu estava entrando em Barueri e avistei a rodovia Castelo Branco...lá embaixo!
Entrei nela, sentido capital (e eu ia para o interior, lembram?).
Rodei mais uns 8 km. até encontrar um retôrno, já quase em Osasco.

Conclusão: voltei 60 km pela rodovia até alcançar o lugar onde deveria ter saído se aquele guarda cavernoso tivesse entendido minha pergunta (vale lembrar que eu nao erro).
Minha viagem agradável e fresca transformou-se em um inferno quente e poeirento.
E eu estava tão longe de casa ... e tinha visitado bairros que nunca imaginei existirem.
São tristes, mal planejados, carentes de tudo, com ruas estreitas e esburacadas, um horror! A periferia da Grande São Paulo, a maior cidade do país, a mais rica, e vergonhosamente abandonada, suja e mal cheirosa.

Mas cheguei bem! cansada, bunda quadrada de tanto dirigir, afinal foram 200 km "por baixo".
Mas a culpa foi do guarda, chatíssimo, que nem sequer olhou pra mim, nem perguntou qual o sentido da rodovia,  o que na minha opinião é imperdoável!
Ele deveria ter se interessado um pouquinho mais por mim, teria me poupado desse "tour" enfadonho e preocupante, porque afinal, eu estava perdida (ops! isso não!) eu estava ligeiramente confusa...
Da próxima vez vou tentar novamente o caminho por São Roque,  não acredito que cometa o mesmo erro por duas vezes. Mas a culpa foi do guarda, acreditem...



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Uma noite clara



Despediu-se da filha, do neto, fechou a porta do apartamento e deixou-se cair no sofá.
Estava cansada, e o ato de se recostar um pouco foi muito relaxante. Fechou os olhos e respirou profundamente, sentindo o cheirinho bom de tinta fresca, de paredes limpas.
Finalmente terminara a mudança,  que custou muitos dias de idas e vindas com o carro cheio de roupas e tralhas de cozinha.
Tudo em ordem,  poucas coisas restavam fora dos armários, na manhã seguinte daria conta do resto...
Da casa vazia que ficou, as chaves nas mãos do novo dono, nenhuma saudade, poucas lembranças ficarão.
Foram poucos anos por lá, não criou raizes. Ela e o marido haviam feito planos, finalmente um lugar tranquilo, bonito, árvores e águas.
Seria um refugio para toda a vida, o resto de suas vidas.
Uma vida que tinha sido boa, de muito trabalho e companheirismo. De filhos queridos, casados, netos chegando.
Uma vida cheia de planos, alguns realizados, outros nunca mais...muitos risos, muitas lágrimas.
Muita confiança, muito medo. Muita fé, muita decepção.
Muito amor, muita raiva, muita espera e muitas chegadas.
Uma vida como a de tantas familias,  cheia de surpresas boas e sobressaltos.
Lá fora escurecia, lentamente, como se o sol estivesse espiando suas lembranças.
Levantou-se,  foi até o terraço e ficou olhando a paisagem.
Já conhecia tudo ali, e então perguntou a si mesma:
- O que estou fazendo aqui, depois de tudo o que vivi, depois de tantos anos construindo uma historia?
    É isso o que fica? é assim que acaba?
    Aquela famosa frase "até que a morte os separe" , dita em um dia de tanta alegria e emoção, não explica o que fazer com quem fica...

E ela chorou,  encostada à parede do terraço, vendo as primeiras luzes da noite brilharem através de suas lágrimas. As primeiras luzes da rua, as primeiras luzes das estrelas que iriam iluminar a primeira noite de sua nova realidade...



sábado, 11 de agosto de 2012

Para Rodrigo...




Durante o primeiro ano de meu blog prestei simples e sinceras homenagens a pessoas queridas e importantes em minha vida.
Cometi um erro imperdoavel quando nao mencionei o aniversario de Rodrigo, sobrinho muito querido, filho de meu irmao Edison (ele mesmo! o arteiro!)
Estivemos por alguns anos com pouco ou nenhum contato, o que alivia minha pena, mas nao perdoa.
Morava em outra cidade, e eu imaginei, erradamente, que ele nao via meu blog. Grande engano! ele via, lia, e me cobrou quando nos encontramos: "pô tia!  a senhora nao lembrou do meu aniversario!"
Bem que tentei explicar, mas pegou muito mal rsrsrs

Hoje, para nossa alegria, ele mora aqui, na mesma cidade que moramos.
Rodrigo é amigo, sincero, alegre e muito carinhoso.
Adora recordar  a infância, quando brincava com meus filhos em nosso delicioso sitio de Ibiuna.
Me emociona com suas saudades, com  detalhes que já esqueci,  e que para ele foram muito marcantes.
Crianca linda e cheia de energia, nao perdia um minuto para um dedo de prosa, bem ao contrario de hoje que dá todos os dedos das maos por uma boa conversa.

Em nossas reunioes de familia, entre os primos, adora relembrar  as artes e brincadeiras de uma época feliz, muito feliz!
E é em nome dessa saudade, dessa infancia linda e saudavel, e desse carinho enorme que existe entre nos que eu peco desculpas a Rodrigo hoje, dia de seu aniversario.
E vai ter bolo!
Estamos felizes em poder abraca-lo de novo, assim como ao seu filho Matheus,  nosso "rico português".
Seja feliz meu querido,  e perdoa essa tia lesadinha que ama você!
um brinde a sua saúde, com cervejinha gelada (claro!) tim-tim!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Uma janela para o sol...


 

Quando abriu as cortinas do quarto a sensação foi de dor nos olhos, uma luz tão intensa e clara, que a deixou cega por instantes.
Tão forte a luz que automaticamente soltou as cortinas e virou-se de costas para defender-se do incômodo.
Aos poucos foi abrindo os olhos, a dor diminuindo e as imagens do quarto surgindo lentamente.
Que sol é esse? Havia desembarcado no dia anterior, à noitinha, e se dirigido diretamente ao hotel.
Após o jantar, cansada demais para qualquer programa, adormecera quase que imediatamente.
Seu marido dormia ainda,  entre os lençois, também cansado da longa viagem no dia anterior.
Mudar de país é complicado, deixar sua terra e suas coisas, as pessoas queridas, suas raizes e historias.
Tudo para acompanhar o marido, e atender as exigências da emprêsa onde ele trabalhava.  Seriam apenas quatro anos.
Nem sabia ao certo onde iria morar, trouxe apenas roupas e pouquíssimos objetos pessoais, alguns porta-retrato, uns livros, poucos discos.
Nada conhecia sobre esse país tropical onde acabara de desembarcar, a não ser que eram hospitaleiros e  alegres. Ficaria nessa cidade do litoral ao menos no primeiro mês, depois se instalaria na grande cidade do sudeste, onde se encontrava a matriz da emprêsa.
Pensou então: -vou abrir novamente as cortinas, mas desta vez com cuidado, devagar, e com os olhos fechados,  para abri-los delicadamente, sem agressão.
Fez isso e teve à sua frente, como um presente, a imagem mais iluminada que jamais vira.
O calor mais macio e úmido que jamais sentira.
Viu o mar verde, com espuma branca, tão lindo e perfumado como jamais imaginara.
E fechou os olhos, e deixou-se banhar por aquele sol atrevido, inebriante, encantador.
Soube naquele momento, para nunca mais esquecer, a alegria e o prazer de se deixar abraçar por esse carinho gratuito e intenso.

Isso foi uma lembrança de minha querida Tricy, quando chegou por aqui da Alemanha, em 1966, onde ficou até 1970.
Isso que relatei ouvi de seus lábios, apaixonados pelo Brasil, e principalmente por seu sol e mar.
Ela foi muito feliz entre nós, e deixou saudades imensas.
Um brinde à Tricy e seus olhos sensíveis, azuis, que levou na pele a cor de nosso sol, e no olhar a luz que ela tanto amava. Oxalá esteja bem feliz em sua terra!
Tim-tim!





sexta-feira, 27 de julho de 2012

Isso eu não aprendi



Ferias, aqui em casa, tem outro nome : loucura!
As crianças presas em apartamento ficam incrivelmente entediadas, e a vovó também.
Portanto, tudo sai da rotina, o dia fica confuso e a gente não dá conta dos compromissos.
Mas hoje vou contar porque não aprendi a andar de bicicleta.

Imaginem uma rua tranquila, com uns duzentos metros de espaço plano.
Ao fim dessa planície voce tem duas opçoes: ou desce para a rua que leva à avenida principal, lá embaixo, ou vira á esquerda para entrar em outra rua.
Apenas um detalhe, aqui muito importante: se voce não desce para a avenida, mas também não vira à esquerda, tem um terreno baldio bem à sua frente, inclinado para baixo, como um barranco, onde as pessoas antigamente jogavam lixo.
Mas era muito lixo, o serviço de coleta não funcionava no bairro, consequentemente, sempre havia alguém virando uma lata de lixo por lá. Eram restos de comida, frutas, legumes,  papeis, enfim, tudo o que vai para o lixo.
Vez ou outra alguém entrava lá, cobria de mato e colocava fogo, para evitar mau cheiro, ou bichos indesejáveis.
Como era um grande lote baldio, ninguém se importava com isso.

Como sempre quis andar de bicicleta,  tomei a decisão de aprender, aos 11 anos, mas tinha medo. Pedi então ao meu irmão que me ajudasse, e ele foi muito prestativo,  emprestou a bicicleta, me deu a maior força.

O Edison, três anos mais jovem do que eu, me fez sentar na bike dizendo, todo metido - fique tranquila, pode deixar que eu não solto você, vai pedalando e olhando pra frente! - e lá fui eu, leve e solta, sabendo que ele estava correndo logo atrás, segurando a bike.
Num determinado momento ouvi a voz dele, longe, gritando : "vai tata, isso mesmo, vai...".

Dá pra imaginar o que houve? olhei para trás, me desesperei ao constatar que estava só, perdi completamente o contrôle, atravessei a rua e rolei barranco abaixo.
Era um barranco e tanto antes de cair no lixão...eu e a bicicleta.
Meu irmão e seus amigos chegaram logo em seguida, enquanto eu me levantava, chorando e tirando macarrão dos cabelos.

Não me lembro de ter sentido vergonha maior, e nunca esqueci os sorrisos dos moleques.
Meu irmão tentou aliviar a bronca, desceu o barranco para pegar a bike, queria que eu tentasse novamente.
Mas eu estava mortificada, destruida, envergonhada demais, e queria mata-lo!

Até hoje damos boas gargalhadas quando nos lembramos do episódio,  e o Edison jura que a intenção foi me ajudar a ficar mais confiante, mas eu ainda penso que foi muito prematuro, ele soltou muito cedo!

Nunca mais tentei aprender, a não ser quando as crianças e meu marido andavam pelo sitio, em Ibiuna e eu tinha muita vontade de andar também.  Cheguei a sentar em uma, determinado dia, mas ao ouvir meu marido dizer :  "vai, pode ir que eu seguro" -  pulei fora rapidinho...
Essa era a senha para eu descer sem pestanejar  rsrsrs
Nunca aprendi, mas imagino que a sensação de liberdade deve ser deliciosa, com o vento no rosto...

E o mano dizendo que queria apenas me ajudar...eu não acredito, e você?


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Brincadeiras?

 

Vamos combinar, quando o assunto ficar cansativo voces avisam, certo?
Caso contrário voces correm o risco de ler durante meses as lembrancas e saudades de uma mulher nostálgica.
Portanto, cuidem disso!
Brincadeiras...o mano fez a sugestão e lá vamos nós por esse delicioso caminho.
Levei tantos tombos que minha mãe  proibiu brinquedos de menino para mim.
Entenda que brinquedo de menino eram as pernas de pau, altas e mal feitas, que deixavam a crianca sem apoio algum, ocasionando tombos espetaculares nos mais lesadinhos. Eu era meio lesadinha.
Um dia o tombo foi tão feio que perdi os sentidos. Caí rente ao portão e acordei na sala de casa com minha mãe chorando.
Quando percebeu que eu estava bem deu-me uns tapas e ouvi a promessa de nunca mais brincar na rua. Que nada! no dia seguinte estava lá, mas mamãe olhava de longe para eu não repetir a façanha rsrsrs
Fora as brincadeiras de roda, pega-pega, esconde-esconde, bate-bola, amarelinha, pular corda, passa anel, e tantas que eram "unisex" havia as de menino que eram: bolinha de gude, pipa, carrinho de "rolemã"(esse nome merece uma postagem extra!) perna de pau, futebol, bate-bafo,  e muitas outras que voces me ajudarão a lembrar.
Na casa de meus melhores momentos de infancia o quintal era enorme, parecia uma chácara no meio da cidade, e meu avo plantou ali um mandiocal.
Quando os pés de mandioca cresceram, aquilo tudo virou um paraizo para nós, criancas loucas por encontrar algo diferente.
Para quem não sabe, ou nunca viu, uma plantação de mandioca, depois de adulta, fica perfeitamente limpa rente ao chão. Nao crescem pragas porque a sombra dos arbustos é muito densa.
 
Conclusão? um espaco fresco, delicioso para explorar, com trechos escuros e outros mais claros, onde dávamos asas a nossa fértil imaginação.
Tínhamos que andar agachados, e mamãe sabia onde estavámos porque as folhas de cima tremiam, denunciando nosso paradeiro.
Meu irmao e seus amigos faziam armadilhas para que as meninas caíssem. Buracos cobertos de gravetos em um trecho mais escuro, e os tombos eram inevitáveis, seguidos de muita gargalhada.
Em outra postagem conto sobre a colheita!

Quanto à maneira como aprendi a andar de bicicleta (nao aprendi!) fica para outro dia, porque foi cruel!

Sinto que voces me ajudarão a lembrar de muitas outras brincadeiras gostosas, porque desconheço alguém que não tenha alguma travessura para contar. Que delicia!


terça-feira, 17 de julho de 2012

Segunda parte - sou do tempo que...

 
Quando fiz a primeira postagem já sabia que não escaparia da segunda!
Foram tantas sugestões e lembranças que eu preciso contar a voces.
vamos lá...sou do tempo que...
As televisões eram em branco e preto, e usavam válvulas (alguém se lembra?) que precisavam esquentar para a imagem aparecer rsrsrs
Séries de tv foram inúmeras as mencionadas. Aqui vai:
- Perdidos no espaço - com efeitos especiais incríveis.
- Familia dó-ré-mi
- Bonanza (rapazes bonitos!)
- Os Waltons - eu amava!
- Jeanie é um gênio - eu queria ser ela!
- A feiticeira - também queria ser ela (será que eu queria viver na moleza?)
Sei que existiram muitas outras séries,  um dia voltaremos ao assunto.
Sou do tempo que...
Os pais nos obrigavam a tomar "emulsão de scot", um óleo de fígado de bacalhau,  de sabor indescritível.
Era indicado para afastar anemias, fortalecer o aparelho digestivo. Credo, era horrivel demais!
Tinha também o Biotônico Fontoura para fortalecer o sangue e Calcigenol para os ossos.
 
Quem se lembra de ter tomado Crush? e Graphete? e Tubaina?
E quem comeu rosquinhas de leite São Luiz?  Chupou drops Dulcora?
E os canudinhos recheados com doce de leite? hummmm!

Tenho medo de me tornar cansativa, mas continuo só mais um pouquinho.
Minhas amigas lembraram-se até do curso de datilografia e das lambretas.  As lambretas eram o sonho de consumo dos rapazes. Eles queriam muito uma jaqueta de couro preta para exibir sobre uma lambreta brilhante.
 
Sou do tempo que...as meninas usavam anáguas (sabe o  que é?)  para que as saias e vestidos não ficassem transparentes, ou para que ficassem mais armadas.
E as colas nas provas do colégio?  Eram escritas na régua, ou na borracha, em letras mínimas para que o professor nao notasse.
Vou confessar aqui um delito: eu escrevia uma fórmula, ou um verbo, em minha perna. Não usávamos calças compridas, apenas saia, o que facilitava aquela olhadinha rápida. Que feio em? também acho, mas fiz!

Meu irmão sugeriu que falássemos sobre as brincadeiras de crianças. Pois falaremos sim, mas acredito  que precisará de outra postagem.
Se estiverem cansados fiquem á vontade para reclamar,  prometo me sensibilizar com a opinião de voces.
Por ora é só, pois sou do tempo que as pessoas davam uma chance para os amigos falarem.
Pois então falem, adoro ler suas opiniões.  Agradeço muito!