Ao sair ontem da casa de minha irmã, sabia que precisaria rodar muito, uns 120 km, para chegar aqui em casa.
Pois bem, pensou a gostosona, porque não fazer aquele caminho que passa por São Roque e me faz economizar uns kilometros? Claro que não tinha muita certeza sobre o anel de acesso correto, mas poderia perguntar, afinal, sempre me vangloriei de nunca ter me perdido, sabia exatamente onde estava, sempre!
Vamos lá... era uma linda tarde de inicio de primavera, meio fria alí naquela região sempre fresca e agradável.
Chego a São Roque e já me deparo com obras na praça que deveria contornar para acessar a rodovia que me levaria para casa.
Paro o carro ao lado de um guarda de transito que conversava com mais dois ou tres homens e pergunto:
- E agora? como faço para pegar à rodovia Castelo Branco? (claro que não disse qual o sentido, interior ou capital).
e ele:
- Entre alí, à sua direita, e siga o fluxo.
Nem queiram imaginar onde fui parar!
A principio estranhei a paisagem (lembrem-se que sou perfeita, nunca me perco) muito diferente da qual estava acostumada. Depois a coisa ficou pior.
Eu estava na periferia de Amador Bueno, depois na periferia de Itapevi, depois na periferia de Jandira...
Na ultima vez que me informei eu estava entrando em Barueri e avistei a rodovia Castelo Branco...lá embaixo!
Entrei nela, sentido capital (e eu ia para o interior, lembram?).
Rodei mais uns 8 km. até encontrar um retôrno, já quase em Osasco.
Conclusão: voltei 60 km pela rodovia até alcançar o lugar onde deveria ter saído se aquele guarda cavernoso tivesse entendido minha pergunta (vale lembrar que eu nao erro).
Minha viagem agradável e fresca transformou-se em um inferno quente e poeirento.
E eu estava tão longe de casa ... e tinha visitado bairros que nunca imaginei existirem.
São tristes, mal planejados, carentes de tudo, com ruas estreitas e esburacadas, um horror! A periferia da Grande São Paulo, a maior cidade do país, a mais rica, e vergonhosamente abandonada, suja e mal cheirosa.
Mas cheguei bem! cansada, bunda quadrada de tanto dirigir, afinal foram 200 km "por baixo".
Mas a culpa foi do guarda, chatíssimo, que nem sequer olhou pra mim, nem perguntou qual o sentido da rodovia, o que na minha opinião é imperdoável!
Ele deveria ter se interessado um pouquinho mais por mim, teria me poupado desse "tour" enfadonho e preocupante, porque afinal, eu estava perdida (ops! isso não!) eu estava ligeiramente confusa...
Da próxima vez vou tentar novamente o caminho por São Roque, não acredito que cometa o mesmo erro por duas vezes. Mas a culpa foi do guarda, acreditem...